O (teu) corpo.
Este não é de todo um post habitual no blogue mas também não é um post completamente destinto do blog. Isto é, falamos de beleza, de produtos, de dicas para nos sentirmos melhor connosco mesmas, então, neste post eu apenas estou a dizer um desabafo relacionado com isso mesmo, beleza. Não uma beleza de um batom bonito, de um contour bem feito ou do eyeliner perfeito. Mas sim da verdadeira beleza, aquela que existe em cada uma de nós e que a sociedade insiste para que seja perfeita. Agora eu pergunto, o que é (ser) perfeita? Porque o perfeito para ti, não é o perfeito para mim ou vice-versa. Desta vez, ser perfeito para mim é acima de tudo ser livre. Com estrias, com celulite, com manchas, com “pneuzinhos“, com ou sem peito grande, arrebitado ou descaído, com abdominais, musculada, gorda, magra, olivia palito (forma de expressão para uma pessoa muito magra) aliás quando eu era mais nova e dizia á minha mãe que tinha o peito descaído, a minha mãe costumava brincar comigo com a expressão "tens é umas ameixas podres" (forma de expressão de insinuar que tinha era um peito muito pequeno), porque é assim mesmo. Brincar não significa não aceitar, pelo contrário, significa aceitar e ser feliz com isso mesmo. Para além de corpos perfeitos somos pessoas perfeitas, com ou sem personalidade forte, com ou sem auto-estima elevado, com ou sem base, com ou sem o melhor perfume do mercado. Somos todos nós e no fim é só isso que importa. Não faz sentido continuamos a julgar e comentar o corpo do outro como se fosse nosso e como se tivéssemos o direito de o fazer porque sabem, não temos. Deram-nos uma vida, um corpo, uma voz. A cada um de Nós! E nós é ser eu, é seres tu, e é ser ele, e não um nós de um modo em que todos podemos opinar em relação a tudo o que não é nosso. Ser nosso é isso mesmo, nosso, meu. Por isso, e por tudo. Vamos deixar de associar o (teu) ao (nosso) porque tu és tu, e nós somos nós. E o mais importante de tudo, é entender que a (tua) vida não é a (nossa) vida. Vive-a, porque (nós) não podemos vivê-la em modo (teu). Sê o que queres ser, como queres ser. Porque nós somos nós e o teu é o teu corpo. Sem filtro e sem porquês.








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